Dia 31 foi o dia. Dia em que fui ao show do Metallica na pista VIP e ainda ganhei o ingresso, graças a minha amiga Fernanda que me liga aos 45 minutos do segundo tempo no sábado a noite. Não pude conter minha alegria porque a banda foi um das primeiras que comecei a escutar quando fui inventar essa de ser roqueira.
Pois bem, fui vítima de um hamburger mal passado que esta que vos escreve teve a audácia de fazer e fiz de tudo para que meu fígado não explodisse no domingo. Porém, estava eu, perto do Estádio do Morumbi com um medo “extrombólico” de golfar, estava pálida e tudo mais. Graças ao Thiago, que me acompanhava, com uma paciência de , pude tomar um Epocler (ecaaaa) e quando ia desistir e vender os ingressos, vi um amigo o qual não o via há muito tempo e que também estava acompanhado de sua namorada. Tentei me animar para o show e assim foi.
Meu primo e um amigo foram ao show e tentavam me localizar toda a hora trocando ligações. Pronto, chegamos ao Estádio do Morumbi, após o show do Sepultura (que no momento não era minha prioridade vê-los, então fiquei numa boa e não desesperada). Entramos na fila, comprei uma garrafinha de água e na porta não podia entrar com ela (¬¬´). Gastamos nosso dinheiro a toa, mas tudo bem. Devoramos aquela água e entramos finalmente.
Quando entrei no estádio já pude sentir, como muitos dizem por aí, a “energia do ambiente”. Muitas pessoas com o mesmo propósito: o de assistir o show. A arquibancada xingando o pessoal da pista e a pista retrucando, foi muito engraçada essa parte. Nunca vi tanta gente mostrando o dedo do meio na minha vida.
O tempo foi passando, e conversando e rindo com os amigos, as luzes se apagaram. Video no telão: Cenas do filme “The Good, Bad and Ugly” (1967), com a trilha chamada “The ecstasy of Gold” a qual eles sempre abrem os shows.
Primeira música: “Creeping Death”. Já me senti dentro do show, pois era uma clássica da banda. Em seguida, uma porrada na orelha, que na minha opinião foi a melhor a música e a que mais curti no show: “Ride the Lightning”. Realmente não esperava essa. Depois, a esquecida pelo público, ou pela banda: “Fuel” do álbum Reload, o qual não foi muito aceita pelos fãs por se tratar de um álbum diferente dos outros. Talvez uma estratégia pra se vender mais, enfim na hora que a música começou, fogos saltaram do palco, foi maravilhoso. Logo após, “Sad but True” e “The Unforgiven” do Black Álbum (um dos melhores do Metallica, um álbum que mostra a maturidade da banda, na minha humildade opinião). E a coisa já ia esquentando!
That Was Just Your Life” e “The End Of The Line” do recente album Death Magnetic. Como não conheço, fiquei na minha observando e ouvindo curiosamente. Logo veio a “Welcome Home (Sanitarium)”, a qual gosto muito. Depois “Cyanide” e “My Apocalypse” do álbum novo. Não sei em qual som do Death Magnetic que tocavam, a câmera começou a captar a imagem do fãs, e foi muito legal ver a cara do pessoal, e muito engraçado também. Foi uma parte na qual me diverti bastante!
As luzes se apagam, começamos a ouvir tiros, bombas, fogos de artifício iluminam a noite no Morumbi, juntamente com show e pirofagia, já estava na cara qual viria: “One” e daí uma porrada atrás da outra: “Master of Puppets”, “Fight Fire With Fire”, “Nothing Else Matters” para acalmar os ânimos e soou como um coral no estádio, todos cantando e sentindo a música e “Enter Sandman” o qual todos, sem exceção sabiam a letra (pelo menos o refrão a turma inteira participou).
E como de praxe, a banda manda um cover (por causa do seu álbum de cover, “Garage Inc”) do Diamond Head, “Helpless”. Logo após “Hit the Lights”. ‘Uma música está faltando’, dizia James Hetfield. Realmente, a música que faltava para fechar a noite com chave de ouro: “Seek and Destroy”.
Foi um show maravilhoso, sem brigas e confusões, todo mundo numa boa. Os membros da banda muito simpáticos e felizes de sentir a receptividade do público daquela maneira. James, a todo momento, nos agradecia, simpaticíssimo com o pessoal, muito diferente do que vimos anos atrás, quando a banda quase acabou. Senti a banda com novo vigor e dispostos a irem além.
A banda estava muito bem introsada com o novo baixista, Rob Trujillo o qual agradeceu nossa presença no show e falou em português ‘Do caralho!’. Aí todos num coral uníssono gritando ‘Du caralho, Du caralho!”. Foi uma noite muito divertida para mim apesar de tudo.
Este foi o primeiro show de 2010 de muitos! Que venha Richie Kotzen em abril!
PS: Ah, sim, estou melhor e meu fígado descansa bem!



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