Jan 29 2008
Sampa
Janeiro, férias paulistanas, verão.
Tudo o que alguém que corre-corre-corre o ano inteiro pode querer. Oquei, todo mundo menos eu.
Sampa tem uma avenida absurda engarrafada com um monte de gente com pressa morrendo-comendo-telefonando-e-discutindo-tudo-ao-
mesmo-tempo, expressos que custam os olhos da cara e um tempo que ninguém acredita. E ainda dizem que é verão. Hoje chove. Esfria. Tive de enrolar um cachecol pra ir até a padaria comprar cigarros.
Sampa é suja, tem gente esquisita - pra todos os maus-gostos existentes na face da Terra. Tudo é longe e caro, caro demais para um mineiro que já acha tudo muito caro. Sampa é rica pra uns e filha da puta pra outros. Miserável. Tenho uma amiga que diz que ser pobre em São Paulo deve ser a ante sala do inferno. E é verdade. Chove, faz calor. Esquisita. E a moça do tempo do JN insiste no verão, na zona de conversão do Atlântico e talz. Pô, Sampa é beeeeeem longe do Atlântico. Pra quem não sabe, praia de paulista é o Ibirapuera (segundo a Rita Lee) ou o Center Norte (segundo…segundo eu).
Na verdade, acho que sou eu que acordei mal-humorado e só consegui ver defeitos neste lugarejo grande em que me encontro desde dezembro último. Deve ser a crise de alergia do sábado à noite - o dia mais propício do mundo pra alguém resolver se esvair em gosmas nojentas, líquidos incolores e lenços de papel.
Adivinhem de quem foi a culpa?
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