Jun 05 2007
Tapoé
Por Leonardo Maciel

Há bastante tempo atrás eu tive uma ultima empregada. Não era daquele tipo de empregada de anúncio “Precisa-se de empregada que dorme no serviço” e que ela realmente dorme no serviço, ela até que fazia as coisas direitinhas, principalmente comparadas à bagunça que eu sempre fazia.Acho que existem vários tipos de empregadas, e acho também que eu já passei por todas. A minha infância inteira tive empregada em casa, pelo simples motivo dos meus pais sempre trabalharem fora. Então dentre toda a minha infância passaram vários tipos:
A Marta foi a melhor, eficientíssima, praticamente uma segunda mãe pra mim, cuidou de mim desde o meu nascimento até os meus 9, 10 anos quando teve que parar de trabalhar por motivo de doença. Depois dela só veio tranqueira:A Suely era aquela que falava tão fininho que irritava e me odiava (Porque será?). Ela arrumava briga comigo, e eu deixava tudo bagunçado de propósito. Teve a Marinete, cujo nome real era Maria Onete (JURO!), que era engraçada, mas não fazia o trabalho direito e era alcoólatra.
Além dessas teve a Patrícia que ficou pouco tempo em casa, era aquela que de dia era empregada e de noite acompanhante de PrefeitoVereadorRicosemGeral. A Rosana que roubava mantimentos e usava as maquiagens da minha mãe, a Selma que trabalhava direitinho, não tinha um dente na boca e foi morar com um pernambucano, e a Rita que batia em mim, no meu irmão e foi embora porque eu dei um murro no olho dela quando ela me jogou de cima de uma cadeira.
Fora essas ainda vieram outras que não tinham nada de diferente.É realmente eu não me dei bem com algumas empregadas, ou melhor, com a maioria delas.
Mas tem coisas que ficam marcadas. Eu lembro que a Mara, a ultima empregada que eu tive, estava sempre ensinando a sua filha que devia estudar muito para não se tornar empregada como ela.
A menina não estudava muito, gostava mais de brincar de preencher meus pacovas, e de bagunçar ainda mais a minha tão famigerada bagunça, mas acho que ela deveria ter ouvido a mãe.
Tanto que a ultima coisa que eu me lembro dela foi quando ela deixou um singelo recado para a minha mãe, em um bilhete:
Dona Graça,
A Bóbrinha tá no Tapoé.
Bom, no caso ela quis dizer que o restante de Abobrinha que sobrou do almoço estava no Tupperware.
É como dizem: no Imposto de Renda, já consta empregada doméstica como profissão. Já blogueiro…
Devíamos morrer de inveja delas já que são reconhecidas como trabalhadoras necessárias e honestas e nós blogueiros como vagabundos de boa vida =D
A partir de agora, todas as semanas eu escreverei uma coluna desse tipo. O assunto, só eu sei. Aliás, nem eu sei. =D Câmbio Desligo! =D
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hahaha
tapoé é dose!
Pois é Léo, lance uma campanha aqui no seu blog “pelo reconhecimento legal dos blogueiros”, aí você pode largar seu trampo e ficar o dia todo no cambio escrevendo! =D
Bjos.
t.a.!