Câmbio Desligo!=D | Entretenimento, opinião com uma pitada de humor!

Jun 05 2007

Tapoé




Published by Leonardo Maciel at 5:13 pm under cronicas, colunas

Por Leonardo Maciel 

Tapoé

Há bastante tempo atrás eu tive uma ultima empregada. Não era daquele tipo de empregada de anúncio “Precisa-se de empregada que dorme no serviço” e que ela realmente dorme no serviço, ela até que fazia as coisas direitinhas, principalmente comparadas à bagunça que eu sempre fazia.Acho que existem vários tipos de empregadas, e acho também que eu já passei por todas. A minha infância inteira tive empregada em casa, pelo simples motivo dos meus pais sempre trabalharem fora. Então dentre toda a minha infância passaram vários tipos:

A Marta foi a melhor, eficientíssima, praticamente uma segunda mãe pra mim, cuidou de mim desde o meu nascimento até os meus 9, 10 anos quando teve que parar de trabalhar por motivo de doença. Depois dela só veio tranqueira:A Suely era aquela que falava tão fininho que irritava e me odiava (Porque será?). Ela arrumava briga comigo, e eu deixava tudo bagunçado de propósito. Teve a Marinete, cujo nome real era Maria Onete (JURO!), que era engraçada, mas não fazia o trabalho direito e era alcoólatra.
Além dessas teve a Patrícia que ficou pouco tempo em casa, era aquela que de dia era empregada e de noite acompanhante de PrefeitoVereadorRicosemGeral. A Rosana que roubava mantimentos e usava as maquiagens da minha mãe, a Selma que trabalhava direitinho, não tinha um dente na boca e foi morar com um pernambucano,  e a Rita que batia em mim, no meu irmão e foi embora porque eu dei um murro no olho dela quando ela me jogou de cima de uma cadeira.
Fora essas ainda vieram outras que não tinham nada de diferente.
É realmente eu não me dei bem com algumas empregadas, ou melhor, com a maioria delas.

Mas tem coisas que ficam marcadas. Eu lembro que a Mara, a ultima empregada que eu tive,  estava sempre ensinando a sua filha que devia estudar muito para não se tornar empregada como ela.
A menina não estudava muito, gostava mais de brincar de preencher meus pacovas, e de bagunçar ainda mais a minha tão famigerada bagunça, mas acho que ela deveria ter ouvido a mãe.
Tanto que a ultima coisa que eu me lembro dela foi quando ela deixou um singelo recado para a minha mãe, em um bilhete:

Dona Graça,
A Bóbrinha tá no Tapoé.

Bom, no caso ela quis dizer que o restante de Abobrinha que sobrou do almoço estava no Tupperware.

É como dizem:  no Imposto de Renda, já consta empregada doméstica como profissão. Já blogueiro…

Devíamos morrer de inveja delas já que são reconhecidas como trabalhadoras necessárias e honestas e nós blogueiros como vagabundos de boa vida =D

A partir de agora, todas as semanas eu escreverei uma coluna desse tipo. O assunto, só eu sei. Aliás, nem eu sei. =D
Câmbio Desligo! =D


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One Response to “Tapoé”

  1. Schion 13 Jun 2007 at 11:47 am

    hahaha
    tapoé é dose!

    Pois é Léo, lance uma campanha aqui no seu blog “pelo reconhecimento legal dos blogueiros”, aí você pode largar seu trampo e ficar o dia todo no cambio escrevendo! =D

    Bjos.
    t.a.!

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