Jun 04 2007
Risco-País, um risco de julgamento
Por André Magnabosco

Voltando aos assuntos que estão todos os dias nos jornais televisivos, nos jornais, nas rádios, mas não rodas de bate-papo dos botecos ou nos corredores da faculdade, chegou a hora de falarmos sobre risco-Brasil, ou melhor, sobre risco-país, já que diversos países considerados emergentes têm sua própria medição de risco.
Bem, como sempre vamos à besteirada, Ops, à parte teórica desse um aí. O risco-país é um indicador medido por agências de risco – o mais tradicional é o banco de investimento J. P. Morgan – que tenta determinar o grau de instabilidade econômica de cada país. Ele serve para medir a sobretaxa a ser paga pelo país em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do Tesouro dos Estados Unidos. Ou seja, se o país possui um risco-país de 100 pontos – o brasileiro está em 139 pontos, neste domingo (4/6) - o governo paga um equivalente a uma sobretaxa de 1% sobre a taxa cobrada aos empréstimos para os Estados Unidos.
Em suma, quanto maior o risco-País de uma nação, mais caro é o preço pago por esse país para obter financiamento no exterior. Esse foi um dos males que afetou o Brasil em 2002, quando o mercado financeiro temia a eleição do presidente Lula. Nessa época, o risco-Brasil chegou a 2.400 pontos, ou seja, a taxa cobrada pelo empréstimo ao Brasil chegou a ser 24% maior do que a “oferecido” aos Estados Unidos. E aí, como pagar uma taxa nesse patamar?!?! Não dá, né?!?!?
Bem, hoje o risco-Brasil está em ótimo nível (recorde), e o governo tem se mostrado inteligente em aproveitar (financeiramente) o momento favorável da economia global e brasileira.
Agora, vamos levar, como sempre, isso para a sua vida. Você se lembra que, nos outros três posts sobre economia que fizemos, falamos de taxa de juros, grau de investimento e Bolsa de Valores? Todos eles tinham uma coisa basicamente em comum: a atração de dinheiro para o Brasil. Pois bem, o risco-Brasil ajuda o País a obter recursos no exterior com taxas menores, e mais dinheiro no País é mais dinheiro na economia, para mim e para todos – ou pelo menos deveria ser, não fossem mensaleiros, sanguessugas, etc, etc.
E, como a lógica é a mesma, não vou me prolongar…portanto aperte esse mouse mais algumas vezes e veja os temas anteriores.
Também aproveitem para enviar sugestões de assuntos, mesmo que não sejam tão voltados à área econômica. Prometo pesquisá-los e tentar “traduzi-los” para o bom e velho “câmbio-desliguês”.
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